
Quando Bruce Dickinson saiu do Iron Maiden em 1993, os fãs não reagiram bem. Tanto o vocalista quando a banda foram alvo de críticas por seus trabalhos enquanto separados, e isso frustrou muito o cantor
Em entrevista à Metal Hammer, o artista lembrou de conversar com sua esposa sobre as circunstâncias de sua saída. Segundo o frontman, a cônjuge ofereceu uma perspectiva maior sobre o ocorrido.
Ele contou:
“Minha mulher me falou isso depois: ‘Sabe qual foi o problema? Quando você saiu, não importava se você fez o melhor álbum do mundo – ninguém ia escutar. Ninguém ia te dar uma chance porque era tão incompreensível você não estar mais no Iron Maiden’. E eu falei: ‘Eu não entendo isso’. É a mesma razão pela qual não tenho time de futebol. Não entendo a coisa de tribalismo. Entendo que pessoas amam muito o Iron Maiden por isso, entendo isso, mas não localizo isso dentro de mim no dia a dia.”
Iron Maiden e Bruce Dickinson na separação
Dickinson deixou o Iron Maiden após o fim da turnê do álbum Fear of the Dark (1992), citando diferenças criativas. Sua estreia solo, Tattooed Millionaire, já havia saído em 1990, quando ele ainda fazia parte da banda. Ao todo, Bruce lançou quatro discos durante seu tempo afastado, todos de sucesso moderado comparado ao do grupo no auge.
Enquanto isso, o posto de vocalista do Iron Maiden foi ocupado por Blaze Bayley, que atraiu a fúria dos fãs em grande parte devido ao fato de não ser Bruce Dickinson. O cantor gravou dois álbuns com a banda – The X Factor (1995) e Virtual XI (1998) – antes de ser demitido no começo de 1999.
A saída de Bayley abriu espaço para a banda negociar o que todos queriam. Em janeiro de 1999, Bruce Dickinson retornou à posição de frontman do Maiden, na qual está até hoje. Ainda trouxe junto o guitarrista Adrian Smith, fora do grupo desde 1990.
Volta expandiu criatividade
Ainda durante a entrevista, Bruce Dickinson disse que seu retorno junto de Adrian Smith ao Iron Maiden desencadeou uma “explosão criativa”. O resultado pode ser ouvido no álbum Brave New World (2000).
“Foi realmente um mundo novo para nós. Tudo o que aprendi durante esse período afastado foi incorporado ao álbum. Se eu tivesse ficado onde estava, acho que o Iron Maiden ainda estaria na ativa – enquanto Steve [Harris, baixista/fundador] quiser fazer turnês, o Maiden continuará existindo –, mas não tenho certeza se seria tão grande quanto é hoje.”
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